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Diário RJ - Just.Est. - II - Judicial - 2ª Instância

conseguiram. Acrescentou que so nao teve condicoes de reconhecer um dos autores, pois era o que desembarcou com a arma em punho e veio em sua direcao. Confirmou que reconheceu o acusado atraves de fotografia na delegacia no mesmo dia. Disse, ainda, que o carro usado pelos criminosos tinha sido roubado na rua ao lado. Questionada pela Defesa, respondeu que, apos descrever o autor do delito, os agentes da lei lhe mostraram varias fotografias. Explicou que foram efetuados outros registros nessa ocasiao. Por fim, reconheceu o reu. De curial sabenca, na esteira da remansosa doutrina e jurisprudencia, nos crimes patrimoniais, como o que ora se examina, a palavra da vitima assume relevante teor de convencimento, haja vista ter sido esta quem proximamente experimentou o dissabor do desapossamento injusto, sendo, por isto, altamente motivada a fornecer o maior numero de elementos possiveis referentes a dinamica e autoria delitivas, firme no proposito de identificar e levar a justica o verdadeiro agente da conduta (TJERJ, Rel. Des. Suimei Cavalieri, 3a CCrim, ApCrim 349003-19/09, julg. em 24.04.12), sobretudo quando nao se identificam vinculos entre os protagonistas do fato (TJERJ, Rel. Des. Marcus Basilio, 1a CCrim, ApCrim 219811-42/2009, julg. Em 30.07.2012). Pelas mesmas razoes, a sua palavra, na ausencia de outros meios de comprovacao, e o que basta para afirmar o concurso de agentes, bem como deixar claro o emprego de arma de fogo no cenario delitivo, cuja arrecadacao e pericia sao totalmente

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