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Diário RJ - Just.Est. - II - Judicial - 2ª Instância

de provas. Em sede policial, o apelante preferiu ficar em silencio, reservando-se o direito de somente prestar declaracoes em juizo. Em juizo, o apelante apresentou a versao de que alugou a motocicleta de um desconhecido para trabalhar, e que "nao parou a motocicleta quando os policiais deram sinal de parada porque o rapaz que estava em sua garupa encostou a arma em suas costas e disse para continuar". No entanto, a versao ofertada pelo recorrente nao pode ser aceita porque carece de verossimilhanca. Soa por demais incoerente que alguem alugue um veiculo automotor das maos de quem nao conhece, sem a devida documentacao, e ainda silencie perante a autoridade policial depois de sofrer a coacao que afirmou ter sido vitima. Embora o comportamento esteja escudado em garantia constitucional, o silencio, no caso, nao condiz com o normal e esperado de pessoa inocente, que acabou de sofrer uma coacao por parte de um individuo desconhecido, que fugiu e nao mais representava nenhum risco para o apelante. Por outro lado, as testemunhas ouvidas em juizo confirmaram que o recorrente, no momento da prisao, admitiu saber que a motocicleta era roubada, informando que estava fazendo o transporte do veiculo para terceira pessoa nao identificada. Como cedico, no crime de

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