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Diário PA - Justiça

TJPA - DIARIO DA JUSTICA - Edicao no 6780/2019 - Sexta-feira, 8 de Novembro de 2019

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Igualmente, a jurisprudencia aponta que:
CIVIL. DANO MORAL. QUANTIFICACAO. [...] Para se estipular o valor do dano moral devem ser
consideradas as condicoes pessoais dos envolvidos, evitando-se que sejam desbordados os limites dos
bons principios e da igualdade que regem as relacoes de direito, para que nao importe em um premio
indevido ao ofendido, indo muito alem da recompensa ao desconforto, ao desagrado, aos efeitos do
gravame suportado. Recurso parcialmente conhecido e nessa parte provido. (REsp 214.053/SP, Rel.
Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, julgado em 05/12/2000, DJ 19/03/2001, p. 113)
Portanto, na fixacao do quantum indenizatorio, e necessario respeitar os principios da razoabilidade e da
proporcionalidade, as condicoes pessoais e economicas dos envolvidos, bem como a gravidade e
extensao do dano, a fim de evitar o enriquecimento indevido daquele que pleiteia a indenizacao.
Importante tambem acentuar que o valor arbitrado a titulo de indenizacao deve possuir tanto carater
compensatorio como punitivo. Compensatorio porque, ainda que nao seja capaz de restabelecer o status
quo ante, pode proporcionar a parte certo conforto material no sentido de lhe minorar o sofrimento.
Punitivo ou educativo porque a condenacao objetiva coibir condutas semelhantes, desestimulando assim a
repeticao do dano.
No caso concreto, constata-se, primeiro, que o requerido, por se tratar de um renomado banco, possui boa
saude financeira. Ademais, seu grau de culpa e considerado alto, ja que atribuiu aos seus consumidores a
responsabilidade de arcar com as consequencias da suposta ausencia de condicoes seguras de trabalho.
Segundo, e incontestavel que os aborrecimentos enfrentados pelos autores em decorrencia da
impossibilidade de movimentar seus salarios depositados na agencia do reu, que e a unica da cidade,
ultrapassam a esfera do mero dissabor. Contudo, nao ha qualquer prova nos autos de que o requerente
tenha sofrido prejuizos maiores do que os ja presumidos pela falha na prestacao do servico, como, por
exemplo, a inscricao nos orgaos de protecao ao credito em razao do inadimplemento decorrente da
impossibilidade de pagamento de uma conta vencida. Apesar disso, nao se ignora os transtornos
decorrentes do deslocamento forcado para cidades vizinhas e isso tudo por mais de dois meses.
Nesse contexto, considerando as caracteristicas do presente caso, entendo que deva ser fixado o valor de
R$ 3.000,00 (tres mil reais), quantia que se mostra suficiente e proporcional para ressarcir os ofendidos,
bem como para punir a instituicao financeira por sua conduta ilicita.
Em face do exposto, JULGO PROCEDENTE a demanda para o exato fim de CONDENAR o reu pagar a
parte autora indenizacao por danos morais no valor de R$ 3.000,00 (tres mil reais), com correcao
monetaria pelo indice INPC e juros de mora, sendo que o termo inicial da fluencia dos juros de mora,
configurada a relacao contratual existente entre as partes, incide o disposto nos artigos 405 e 406 do
Codigo Civil, segundo o qual os juros moratorios, no percentual de 1% ao mes, devem fluir da citacao.
Sem custas e honorarios, pois incabiveis pelo rito do juizado especial no 1 grau de jurisdicao. Nada mais
havendo a tratar, o MM. Juiz mandou encerrar este termo que lido e achado, vai devidamente assinado.
Eu, ______, Milene Ribeiro, estagiaria, o digitei e subscrevi.
PROCESSO No 0800937-50.2019.8.14.0032  INDENIZACAO
REQUERENTE: ROSIANA PEREIRA DE ALMEIDA
ADVOGADO: Dr. PAULO BOAVENTURA MAIA MEDEIROS - OAB/PA n.o 8409
ADVOGADO: Dr. CARIM JORGE MELEM NETO - OAB/PA no. 13.789
REQUERIDO: SOCIEDADE DE ENSINO SUPERIOR IDEAL - LTDA
TERMO DE AUDIENCIA


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