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Diário RO - Justiça

128DIARIO DA JUSTICAANO XXXVII NUMERO 007 SEXTA-FEIRA, 11-01-2019
Este diario foi assinado digitalmente consoante a Lei 11.419/06. O documento eletronico pode ser encontrado no sitio do Tribunal de Justica do Estado de
Rondonia, endereco: http://www.tjro.jus.br/novodiario/
Todas essas circunstancias sao bastantes e suficientes para 
caracterizar o dano moral, surgindo a partir dai a legitima pretensao 
do consumidor a justa e integral reparacao (art. 6o, VI, CDC), 
devendo-se ressaltar que, mesmo nao havendo fornecimento 
regular de agua, as faturas nao deixaram de ser geradas e 
cobradas.
Para a configuracao da responsabilidade civil e indispensavel a 
ocorrencia do dano, ou seja, a agressao a interesse juridicamente 
tutelado, patrimonial ou extrapatrimonial, de forma a sujeitar o 
infrator ao pagamento de uma compensacao pecuniaria a vitima.
O dano moral restou comprovado, devendo a respectiva 
responsabilidade indenizatoria ser decretada. Os documentos 
apresentados bem comprovam a falha na prestacao dos servicos 
no fornecimento de agua e esgotamento sanitario.
Portanto, havendo suspensao indevida no fornecimento de agua 
tratada no condominio residencial onde moram os demandantes, 
caracterizado esta o danum in re ipsa, mormente quando se 
constata a essencialidade do servico de agua tratada.
Entende-se pacificamente nos corredores juridicos que os danos 
morais estao consubstanciados nos proprios fatos que causaram 
aborrecimentos e constrangimentos ao jurisdicionado. Trata-se 
de sensacao e, portanto, direito subjetivo que se projeta de varias 
formas nas diferentes pessoas que compoem o meio social.
Nesse sentido, Celso Antonio Bandeira de Mello, in Curso de 
Direito Administrativo, Ed. Malheiros, Sao Paulo, 19. ed. P. 951952, in verbis:
Nao se deve supor que nos casos referidos descabe indenizacao 
por serem licitos os comportamentos causadores do dano. Ja se 
mencionou que ha responsabilidade estatal tanto por atos licitos 
como por atos ilicitos. No caso de comportamentos comissivos, 
a existencia ou inexistencia do dever de reparar nao se decide 
pela qualificacao da conduta geradora do dano (ilicita ou licita), 
mas pela qualificacao da lesao sofrida. Isto e, a juridicidade do 
comportamento danoso nao exclui a obrigacao de reparar se o dano 
consiste em extincao ou agravamento de um direito. Donde, ante 
atuacao lesiva do Estado, o problema da responsabilidade resolvese no lado passivo da relacao, nao no lado ativo dela. Importa que 
o dano seja ilegitimo  se assim nos podemos expressar; nao que 
a conduta causadora o seja.
O dano moral repercute e atinge bens da personalidade, como 
honra, a liberdade, a saude, a integridade psicologica, causando 
dor, sofrimento, tristeza, constrangimento, vexame e humilhacao 
a vitima, havendo previsao constitucional da respectiva reparacao.
Sendo assim e considerando a impossibilidade de uso de agua 
encanada por aproximadamente 6 (seis) dias, bem como a condicao 
economica das partes, tenho como justo, proporcional e exemplar 
a fixacao do quantum no importe pugnado na inicial, no total de R$ 
10.000,00 (dez mil reais), sendo R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para 
cada autor(a), de molde a disciplinar a concessionaria requerida e 
dar satisfacao pecuniaria ao(a) requerente.
Esta e a DECISAO que mais justa emerge para o caso, dada 
a necessidade de se aplicar os principios da razoabilidade e 
proporcionalidade com cada ocorrencia casuistica.
POSTO ISSO, e por tudo mais que dos autos consta, com fulcro 
nas disposicoes legais ja mencionadas e nos arts. 6o e 38, da LF 
9.099/95, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO INICIAL formulado 
pelos autores para o fim de CONDENAR A REQUERIDA NO 
PAGAMENTO INDENIZATORIO DE R$ 10.000,00 (DEZ MIL 
REAIS), SENDO R$ 5.000,00 (CINCO MIL REAIS) PARA CADA 
AUTOR, A TITULO DOS RECONHECIDOS DANOS MORAIS, 
ACRESCIDO DE CORRECAO MONETARIA (TABELA OFICIAL 
TJ/RO) E JUROS LEGAIS, SIMPLES E MORATORIOS, DE 
1% (UM POR CENTO) AO MES, A PARTIR DA PRESENTE 
CONDENACAO (SUMULA 362, STJ).
Por conseguinte, JULGO EXTINTO O FEITO, COM RESOLUCAO 
DO MERITO, nos termos dos arts. 51, caput, da LF 9.099/95, e 
487, I, CPC/2015, ficando a parte re ciente da obrigacao de pagar 
o valor determinado no prazo de 15 (quinze) dias, imediatamente 
apos o transito em julgado, independentemente de nova intimacao, 
nos moldes do artigo 52, incisos III e IV, LF 9.099/95, e Enunciado 
Civel FOJUR no 05 (Somente devera ser intimada a parte para 
o pagamento voluntario da condenacao, caso nao tenha sido 
determinado na SENTENCA ou no acordao que o inicio do prazo 
para pagamento era automatico e a contar do transito em julgado), 
sob pena de incidencia da multa legal de inadimplencia de 10% 
(dez por cento) ad valorem (arts. 52, caput, LF 9.099/95, e 523, 
1o, CPC/2015). 
O valor da condenacao obrigatoriamente devera ser depositado 
junto a CAIXA ECONOMICA FEDERAL (Provimento 001/2008 PR 
TJ/RO), com a devida e tempestiva comprovacao no processo, 
sob pena de ser considerando inexistente o pagamento realizado 
atraves de outra instituicao bancaria, nos termos do artigo 4o do 
Provimento Conjunto n.o 006/2015-PR-CG, incidindo a referida 
pena de inadimplencia, prevista no artigo 523, 1o, CPC/2015. 
Ocorrida a satisfacao voluntaria do quantum, expeca-se 
imediatamente alvara de levantamento em prol da parte 
credora, independentemente de previa CONCLUSAO, devendo 
os autos serem arquivados ao final, observadas as cautelas, 
movimentacoes e registros de praxe. Nao ocorrendo o pagamento 
e havendo requerimento de execucao sincretica pela parte credora, 
devidamente acompanhada de memoria de calculo (elaborada 
por advogado ou pelo cartorio, conforme a parte possua ou nao 
advogado), venham conclusos para possivel penhora on line de 
oficio (sistema BACENJUD - Enunciado Civel FONAJE no 147). 
Caso contrario, arquive-se e aguarde-se eventual pedido de 
cumprimento de SENTENCA.
Sem custas ou honorarios advocaticios, ex vi lege.
INTIME-SE e CUMPRA-SE.
Porto Velho/RO, data do registro.
JOAO LUIZ ROLIM SAMPAIO
Juiz de Direito
PODER JUDICIARIO
Tribunal de Justica do Estado de Rondonia
CENTRAL DE PROCESSOS ELETRONICOS
Porto Velho - 1o Juizado Especial Civel
Rua Quintino Bocaiuva, 3061, Bairro Embratel, Porto Velho/RO, 
CEP 76.820-842 
Processo no 7007705-11.2018.8.22.0001
REQUERENTE: JOSE ADEMAR NUNES FERREIRA 
Advogados do(a) REQUERENTE: CARINA GASSEN MARTINS 
CLEMES - RO0003061, LUCIANA MOZER DA SILVA DE OLIVEIRA 
- RO0006313
REQUERIDO: ALEXANDRE MARQUES DA SILVA 
Advogado do(a) REQUERIDO: 
Intimacao
SENTENCA 
Vistos e etc...,
Relatorio dispensado na forma da Lei (art. 38 da LF 9.099/95).
FUNDAMENTACAO.
Trata-se de acao de cobranca de valores (R$ 1.928,11) decorrentes 
de gastos com energia eletrica, consumidos pelo requerido no 
periodo em que residiu no imovel rural de propriedade do autor, 
nao honrados em tempo e modo pactuados, nos moldes do pedido 
inicial (Id. 16600480) e documentos apresentados (Id. 16600502, 
16600621 e 16600494).
O caso efetivamente comporta julgamento no estado em que se 
encontra, posto que o requerido, apesar de devidamente citado, 
cientificado e advertido quanto a necessidade de sua presenca 
em audiencia de conciliacao e aos efeitos da revelia (Id. 21424407 
e 21424544, PDF, em 12/09/2018), nao compareceu a referida 
solenidade (Id. 21949498, PDF, em 03/10/2018), autorizando o 
decreto judicial desfavoravel.
Com a referida ausencia, impoe-se a aplicacao do artigo 20, da 
LF 9.099/95, valendo ressaltar que o comparecimento pessoal das 
partes e obrigatorio (Enunciado Civel FONAJE no 20) e que o efeito 
mais forte da revelia e tornar incontroverso o fato narrado na inicial 
em prejuizo do faltoso.
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