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Diário PA - Justiça

TJPA - DIARIO DA JUSTICA - Edicao no 6780/2019 - Sexta-feira, 8 de Novembro de 2019

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pelos danos causados aos consumidores, conforme preve a legislacao consumerista. Vejamos:
Art. 3o - Fornecedor e toda pessoa fisica ou juridica, publica ou privada, nacional ou estrangeira, bem
como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de producao, montagem, criacao,
construcao, transformacao, importacao, exportacao, distribuicao ou comercializacao de produtos ou
prestacao de servicos.
(...)
 2o - Servico e qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneracao, inclusive as
de natureza bancaria, financeira, de credito e securitaria, salvo as decorrentes das relacoes de carater
trabalhista.
Dizer que sua responsabilidade e objetiva significa que independe de afericao de culpa, conforme preve o
artigo 14, caput, do Codigo de Defesa do Consumidor:
Art. 14 - O fornecedor de servicos responde, independentemente da existencia de culpa, pela reparacao
dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos a prestacao dos servicos, bem como por
informacoes insuficientes ou inadequadas sobre sua fruicao e riscos.
Nesse contexto, para que seja afastada a responsabilidade do prestador de servicos, este deve comprovar
a existencia de uma das hipoteses excludentes previstas no  3o do artigo supramencionado:
(...)
 3o O fornecedor de servicos so nao sera responsabilizado quando provar:
I - que, tendo prestado o servico, o defeito inexiste;
II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
Na casuistica, verifica-se que o reu limitou-se a alegar que nao pode ser responsabilizado pelos danos
suportados pelos consumidores em decorrencia do fechamento da agencia, uma vez que tal medida foi
necessaria para a reconstrucao do local, que ficou seriamente danificado em razao do assalto.
Contudo, verifica-se que a agencia do banco reu so voltou a funcionar normalmente em 02/04/2018, ou
seja, mais de dois meses apos o assalto. Com efeito, deveria o requerido ter demonstrado que os danos
causados a agencia impossibilitaram a retomada do seu funcionamento normal por este longo periodo de
tempo, o que nao ocorreu.
Conforme acima narrado, restou incontroverso que a agencia ficou totalmente fechada do dia 28.01.2018
ate o dia 02.02.2018 e, quando reabriu, funcionou precariamente por mais 60 (sessenta) dias.
Ainda que se considere que os danos causados a agencia demandaram seu fechamento por
aproximadamente uma semana, o requerido nao apresentou qualquer justificativa plausivel para o periodo
em que o banco funcionou apenas com os recursos movimentados pela populacao da cidade.
Verifica-se que o proprio preposto do requerido, ouvido em juizo, afirmou que quando o banco reabriu, sua
estrutura fisica ja havia sido consertada, entretanto, por entender que tal medida nao era suficiente para
coibir outros assaltos, a agencia voltou a operar sem numerario, o que continuou a causar prejuizos aos
consumidores, ja que a quantia de dinheiro disponibilizada era insuficiente para atender a populacao.
Nesse contexto, observa-se que a conduta do banco de optar por funcionar sem numerario, em razao da
suposta inexistencia de condicoes seguras de trabalho, acabou por punir seus consumidores, que nao


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