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Diário RS - Legislativo

DIARIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Porto Alegre, sexta-feira, 8 de novembro de 2019.

PRO 100

que e ouvinte, para conseguir que o medico falasse para ela como e que estava o bebe, como e que estava a
evolucao da gestacao, os cuidados que ela tinha que ter. Entao, para marcar consulta ela precisava da
familia, para ir a consulta ela precisava da familia, portanto para acoes basicas do nosso dia a dia, que a
tecnologia vai ajudando e vai evoluindo, o surdo acaba tendo ali uma barreira que ele tem que ultrapassar.
Quando a gente fala, muitas vezes, de acessibilidade e eu aprovei um projeto nesta Casa para que mesas de
shopping, de estabelecimentos comerciais, que tenham areas de alimentacao, nao terem cadeiras fixas para
que os cadeirantes, por exemplo, poderem se aproximar e terem ali a sua independencia e a sua autonomia
de poder se aproximar, de poder comprar o seu almoco e sentar sozinho sem depender de ninguem. Com
isto quero demonstrar que a gente consegue enxergar o problema da mobilidade ou da dificuldade que a
gente tem nas calcadas, nas vias publicas de acesso, de rampa. No 12o andar, onde fica o meu gabinete, um
deputado cadeirante nao consegue usar o elevador dos deputados porque e tao pequeno o espaco entre o
elevador e a parede que nao passa uma cadeira de rodas. Entao nesta questao da acessibilidade nos, os
ouvintes, conseguimos ter essa dimensao, mas nao consegue imaginar qual e a dificuldade do dia a dia da
vida do surdo e a importancia que tem o interprete de LIBRAS e o Carlos falou desse interprete, dos
professores de LIBRAS serem surdos tambem e dos convenios com a Feneis. O presidente falou sobre
concurso e o espaco do surdo dentro dos concursos, porem a prova escrita e diferente, o que esta escrito
aqui quando um surdo le e diferente da lingua que eles falam, eles falam LIBRAS e nao o que esta aqui.
Entao, tu vais fazer um concurso publico o que tu esta lendo e a tua interpretacao sobre o que tu le e
diferente do que se alguem falar aquilo na lingua dos sinais para ti, para um surdo. Eu nao sei se voces tem
contato com algum surdo, se voces conversam com surdos e hoje a gente tem isso aqui e o WhatsApp que
nos facilita muito essa conversa, que possibilita eu falar com o Carlos, eu falar com o Gustavo que sao
surdos e a gente poder conversar. Entao, a gente tem que enxergar essa questao da Feneis, da importancia
que a Feneis tem na vida e na inclusao do surdo e ai eu sugiro que a nossa Comissao tenha interprete,
porque e importante. Eu fiz questao de convidar a Giza que e da Escola do Legislativo que tambem pode
nos ajudar muito nessa questao da Assembleia Legislativa fazer um convenio com a Feneis e porque nao?
Entao, a gente ja comecar por aqui, ja vamos comecar pela nossa Casa vamos comecar dando o exemplo, eu
acho que a gente pode fazer isso. A gente pode fazer esse encaminhamento atraves da nossa Comissao para
fazer esse convenio com a Feneis e a gente poder, a partir desta Casa, mostrar la para fora que a inclusao e
importante, que o surdo fazer parte do mercado de trabalho e importante, que a gente tenha esta convivencia
no dia a dia para gente poder saber onde esta a dificuldade e poder saber que a tecnologia nos ajuda e a
tecnologia ajuda o surdo a, cada vez mais, conseguir se comunicar com o mundo, mas o mundo tambem tem
que se comunicar com os surdos. E a mesma coisa que, nos ouvintes, parar numa reuniao deles e tentar
participar de uma conversa simples. Nao vai conseguir, tu nao consegue acompanhar por mais que tu tenha
convivencia e vivencia se tu nao sabe a lingua dos sinais, se tu nao sabe LIBRAS tu nao vai conseguir
participar daquilo e essa e uma experiencia muito valida porque a gente vai conseguir se colocar no lugar do
outro, porque nao tem nada que faca a gente crescer mais, evoluir e conseguir discutir coisas importantes
para a nossa convivencia em sociedade do que se colocar no lugar do outro e aqui a gente esta se colocando
no lugar de pessoas que tem uma dificuldade grande que precisa ser ultrapassada e que ela pode ser
ultrapassada com acoes simples que e um tradutor. Se as tradutoras da Feneis nao estivessem aqui hoje eu
nao sei como e que a gente ia conseguir fazer essa reuniao, a gente ia demorar o dia inteiro e nao ia
conseguir se entender e nem buscar os objetivos. Eu agradeco a Comissao por estar de portas abertas e
todos nos, deputados da Comissao, nos sensibilizamos com essa questao e queremos poder ajudar. Eu acho
que o primeiro passo pode ser fazendo com que a Assembleia Legislativa, encaminhando atraves de todos os
deputados da Comissao, para que a Assembleia Legislativa possa conveniar com a Feneis e daqui a gente
saia com este exemplo para outros orgaos publicos e empresas publicas e a gente possa fazer o vinculo
tambem com a iniciativa privada, mas nao descuidar nunca da Feneis porque e la que esta a essencia e, de
fato, a protecao que eles tem e como eles se entendem dentro daquele coletivo onde um protege o outro. A
Feneis e a instituicao principal e ela tem que ser preservada, nao adianta cada um correr para um lado
diferente e estar sozinho, desamparado. Entao, reforco minha sugestao de um encaminhamento coletivo para
a Presidencia e a Mesa Diretora da Casa e dizer que a importancia de todos voces estarem aqui, juntos,
mostrando a importancia que tem a participacao dos surdos dentro da sociedade e que essa participacao tem
que ser uma participacao igualitaria, que o surdo nao fique excluido do mercado de trabalho, que o surdo


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