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Diário CE - Justiça

terceiros. A promovida, ingressando no mercado de emprestimos consignados, assume os riscos que esse mercado oferece 
respondendo objetivamente pelos atos que causem prejuizos a terceiros tendo em vista que sao inerentes a sua atividade 
comercial. Em verdade, neste caso, a promovida nao tomou as medidas de seguranca cabiveis aptas a proteger o consumidor, 
e, em especial, a promovente de tal forma que esta foi atingida. Ademais, tentativas de fraude no ramo da concessao de 
emprestimos nao configuram, a meu sentir, caso fortuito ou forca maior posto que, infelizmente, essas fraudes sao comuns 
no mercado nacional. E inerente a atividade da promovida, ter a precaucao de sempre buscar evitar fraudes, sendo essa 
responsabilidade objetiva, em razao da assuncao dos riscos quando da pratica da respectiva atividade economica. Ademais, 
caso fortuito ou forca maior, embora nao definitivamente conceituados pela doutrina, sao situacoes excepcionalissimas, que 
nao se assemelham as tentativas corriqueiras de fraudes no mercado da concessao de emprestimos pessoais e principalmente 
os consignados. Assim, tenho por inexistente o caso fortuito ou a forca maior. E principio da politica nacional das relacoes de 
consumo: I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; Por sua vez, e direito do consumidor: 
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